Pesquisa realizada, aponta que HIPERATIVIDADE é genética.



Investigadores da Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, acreditam ter encontrado evidências da existência de uma raiz genética para a condição conhecida como hiperatividade.

A equipa de cientistas publicou um artigo em que defende que a situação que afeta crianças em todo o mundo, resulta de um problema no cérebro - como o autismo - e não de uma inabilidade dos pais em educar seus filhos.

O estudo envolveu análises de partes do DNA de 366 crianças diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Os investigadores compararam amostras do DNA de crianças com hiperatividade com o DNA de mais de mil pessoas que não sofriam da condição.

Constataram que 15% das crianças com o distúrbio tinham alterações grandes e raras no seu DNA.

Andrea Bilbow, directora executiva de uma entidade britânica de apoio a famílias com este problema, garantiu que com base em estudos e evidências empíricas sempre souberam que havia um vínculo genético, mas que «esta nova descoberta vai ajudar a lidar com os céticos que estão sempre prontos a culpar os pais ou os professores».

Outros especialistas, no entanto, desvalorizam a descoberta, argumentando que apenas um pequeno grupo das crianças com TDAH estudadas apresentou as alterações no DNA e que, na maioria dos casos, a condição seria resultante de uma combinação entre causas genéticas e fatores externos.

Um psicólogo infantil, Oliver James, citou estudos anteriores que observaram o efeito da ansiedade entre mulheres grávidas e dificuldades de relacionamento entre mães e os seus bebês logo após o nascimento como causas da condição. Indicou que «apenas 57 das 366 crianças com TDAH, ou seja 15,57%, tinham a variação genética que seria a suposta causa», o que inicaria que, «na vasta maioria dos casos, outros fatores são a causa principal».

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